sábado, 24 de agosto de 2013

Portas

"A vida é uma casinha de porta e janela abertas... Por essa porta alguns vão entrar e outros partir - este é o movimento inevitável da vida. 
Haverão dias em que a sala estará lotada e ainda assim se sentirá o vazio, em outros, dois ou três darão conta de festas secretas inesquecíveis- a vida não é feita de quantidade...
Em algumas manhãs você se sentará de frente à porta esperando ansiosamente alguém chegar... Em outras noites, alguém chegará de surpresa e aquecerá seu coração.
Saiba que existirão aqueles que entrarão e farão uma grande bagunça, sei que sua vontade será de trancar a porta e fechar a janela, mas aí perceberá que, pior do que uma sala bagunçada é uma casa inabitada.
O dono da casa é você... não importa o que aconteça, ela não pode desmoronar: é seu único e curto abrigo. 
Um dia qualquer estarei à sua porta e então veremos o nascer do sol e o adormecer da lua juntos... 
E se por acaso sua casa desmoronar, não se aflija, há abrigo aqui na casa ao lado." 
(M. Ponciano)

terça-feira, 20 de agosto de 2013

"É quando tudo está confuso... quando as sílabas não formam palavras... as frases não surgem, o sentido não nasce.
É quando a razão perde nexo com a coerência e o coração apenas precisa ser escutado, que você aparece. Tirando o riso que alivia a tensão, levando embora a turva imagem e trazendo à tona a imagem clara do que é necessário ver. Sua presença se faz cada vez mais útil e exata." (M. Ponciano)

Mais...

"Continuar ...
Com a inevitável e inegociável dívida do buscar de novo, o novo.
Com a certeza de quem se joga no inesperado
E sem o medo de quem se julga imortal..
Com o desejo e a pura sensação de saber e de querer um pouco mais..." 
(M. Ponciano)

terça-feira, 13 de agosto de 2013

...

"Foi do improvável que este nasceu... 
Do gostar silencioso que não precisa ser declarado...
De olhos que se acompanham sem se cruzarem... 
Do nada, tudo sempre nasce... 
Foi do acaso... Não existe acaso se o coração pede... 
Não se mede o que vai ser antes que tenha acontecido... Deixa acontecer...
Seu nome é difícil de esconder... 
E na noite que a todos adormece, passo a passo palavras vão criando sentido, caminham sem rumo, sem medo de se perderem...
Não  se perde o que é destinado a alguém... 
É minha forma de dizer que a fantasia existe... E que há um personagem que reúne muito do que procuro. Bem ali..."
(M. Ponciano) 

sábado, 10 de agosto de 2013

Jardins

"Alimente em você apenas aquilo que o faz bem. 
Plante um jardim de alegrias, repleto de jasmins amigos e girassóis de lembranças; adube rosas de saudade, orquídeas de silêncio e cactos de amor (sempre protegidos pelos espinhos da confiança, do afeto, do companheirismo e resistente às estiagens do acaso).
Por fim, deixe que o vento leve e o tempo adormeça às pestes e os males que ameaçam a beleza e a vida do seu jardim." (M. Ponciano)

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Eterno de um segundo

"E o amor nasce para surpreender. Desfaz todo rótulo, toda presunção e toda preferência. Seu único objetivo é dar um pouco de fantasia à seca e cansativa realidade... Sua força é sem mensura: a paz que traz com sua presença, é maior do que o vazio que provoca a saudade quando se desencontra o abraço- encaixe desenhado das mãos... Mas as almas não se separam: desenham elos unidos, formando uma corrente sem fim, nem meios... apenas contínuos. O que faz bem é saber que ainda há um pouco mais de si, quando se transborda em outro alguém: isso também é amor- acende o brilho dos olhos, acelera o pulsar da vida, deixa a vontade e a necessidade de que tudo seja eterno. É... tudo isso também é terno... até que esse minuto passe e seu significado se transforme mais uma vez." (M. Ponciano)