quarta-feira, 27 de agosto de 2014
"A solidão é o estado de que mais fugimos e com o qual temos de lidar inevitavelmente. Alguns são solitários e fazem de companhia a dança, outros usam as tintas para dar vida à companhia, outros fazem-se sozinhos com seus inúmeros pensamentos e imaginados amores. A catarse da obra é entender que o complemento de fora não preencherá um vazio que nasce dentro; que as imagens entretem mas nem sempre trarão a paz; que o ódio é o amor ao avesso- ou sua face mais exacerbada. Não aprendi a colecionar flores porque não as ganhei- justificava sem lógica para quem não ousou cultivá-las. No fim, perceber-se-á que não é necessário centenas de aprovações ou curtidas, precisamos só de um olhar atento e paciente; é desperdício derramar sentimento se não senti-los aos poucos; não é útil muitos amores se não for feito de si a companhia primeira e mais agradável; é demasiado muitos corpos se um só abraço é o bastante para nos afagar e desfazer qualquer vestígio de solidão." (M. Ponciano)
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