"Não existe confidencialidade no existir... A existência é algo muito amplo pra ser restrito, privado, providencial sua necessidade de ser aparente e exibível. A sua grandeza de cores e formas reprime algumas, exalta outras... Este é o jogo da selva onde a maioria ou o mais forte parece ser o 'correto' diante do incomum, com um sorriso você desarma, arma, ama - menos letras, menos palavras, IMAGEM, quantas viu, quantas absorveu, de quantas lembra? Assim como as imagens são as metralhadoras de palavras, de sorrisos, de gestos de felicidade, de toda idade, de todo jeito, com todo amor. Não quero o amor para acumular dias, como um prazo de validade, idade, quem disse que é necessário para entender o que é o amor?
São poucos os que fazem carta aberta de suas perdas pessoais, é mais excitante, mais vistoso, mais alegre a virilidade, a força a invencibilidade do humano perfeito - quem disse que existe? Mas a vida tem muito disso: afastar muitos que estão perto, aproximar quem te vê longe, enxergar o mundo e não perceber nada... Cada segundo é repleto de vida, que grita, em vão... num vão de barulhos que se unem de diversos, universos de muitos que só falam (eles não sabem escutar). Tudo vai passando, mais um olhar, mais um som, mais uma imagem, menos uma palavra... mais um diálogo que acaba." (M. Ponciano)
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