"O que eu quero é corpo para dar espaço a tanta alma;
Quero admirar a poesia feita pela lágrima ao cair sem rumo no lado canhoto do rosto;
Quero gravar o sorriso que vem e vai sem saber o por quê;
Quero sentir em demasia, furtar dos corações o medo de sentir;
Quero meu lado perdido em mim mesmo, mesmo que eu não consiga perceber;
Não quero sorte, quero coragem, quero força e ousadia para todo dia de consequência;
Quero paz, quero amor, quero um pouco de... você sabe qual o nome daquela estrela?
Vem comigo que eu digo, invento... o vento em nós vai soprar, só pra dizer no fim das contas que o príncipe perdeu o encanto depois de ser tão contado, esperado e quem vai te fazer feliz mesmo é o Shrek...
Não se admire se eu falar contos, pontos, flores, cores, adagas...
No fim eu queria mesmo era falar de mim. Dos contos que criei, dos pontos que não eram fim, das flores que plantei fazendo minha alma de jardim - decorada em cores-, das adagas que conheci em cada fim de mim com flores, cores, pontos, contos... Adagas, afagas, feres sem saber, cortas sem sentir...
Na verdade, as grandes cartas começam com uma firmecerteza e finalizam com a doce adrenalina de não saber se haverá resposta."
(M. Ponciano)
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