"Quero te falar dos dias que vivo e daqueles que perdi tentando entender o viver...
Falar que a lua é linda sozinha e que acompanhado ela é esplêndida;
Falar que o espelho mostra aquilo que vemos de nós mesmos e não necessariamente como o outro nos vê;
Dizer que solidão é tempo de reflexão, de se ouvir, tempo de transformação;
Que os dias de euforia necessitam de atenção redobrada - muita informação pode representar absorção nenhuma;
Quero falar que a forma que amávamos ontem, não é a mesma de hoje, e que isso não é motivo de condenação - as formas mudam, mas o amor é o mesmo.
Que entendi que há dias em que o corpo briga com a alma, e que no fim eles são como nós: percebem que dependem um do outro para existir;
Confesso que me encantei com olhares, com mãos, com palavras, que fui imprudente ao deixar que o encanto por 'partes' me impedissem de ver o 'todo';
Quero falar, dizer, confessar... que de mim sei quase nada, que no nada vejo tudo - essa é minha forma de ver a vida, forma que descobri nos dias que pensei ter perdido tentando entender o viver." (M. Ponciano)
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