quarta-feira, 26 de junho de 2013

"Hoje eu vi você: em sonho e em realidade...
Você descia e caminhava com pernas fortes - até então não vistas por mim, nem em sonho, nem em realidade...
O tom claro de sua pele era como no sonho: delicado como a pele virgem de uma falange;
Seus braços cobriam, quase que como proteção, a quem o acompanhava... Com um cuidado de quem sabe ser sincero no zelo e no gostar.
Em ambos, você se foi: no sonho e na realidade, mas ficou como nunca antes;
Desapareceu como o acaso da vida que nos liga e afasta em qualquer hora e lugar.
De tudo, não revelo o que foi sonho e o que foi realidade- a vida sem fantasia é sem sabor, vazia, tem prazo de validade" (M. Ponciano)

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Afluentes

"Manter nos olhos o poder de contar histórias é permitir que a alma derrame-se em vida. Degustando de cada momento seu bem e suas sobras. Deixando os sentimentos escorrer entre os dedos e com eles brincar... sentindo pelo corpo as gotas de prazer que caem de cima e escorrem pelas varandas e salas até possuir tudo - sem pedir licença para chegar ou para partir. E se a correnteza passar de novo, pule, mergulhe, conheça o profundo desse rio que se despeja no mar e se faz novo a cada afluente. Quem apenas observa o pulsar das águas não conhece novas margens nem novos sabores" (M.Ponciano)

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Brasil

"Quando me disseram que as nuvens não eram de algodão eu achei estranho, afinal é tão parecido... mas aceitei...
Quando me disseram que Robin Hood na vida real fazia o contrário (roubava dos pobres para dar aos ricos) eu achei injusto, mas mesmo assim não questionei...
Quando percebi que não poderia ser jogador de futebol, famoso no meio musical, ou um grande ator eu não hesitei, ainda era criança e havia tempo para fazer nascer outros sonhos...
Hoje estão me dizendo que DEVE-SE CURAR O QUE NÃO É DOENÇA, que SE OPOR A ALGO ERRADO É BADERNA e que, AQUELES QUE COMETEM DESVIOS, CRIAM E REGULAM AS LEIS NÃO PRECISAM SER INVESTIGADOS... ah... isso eu não posso aceitar... e, contra isso, luto até o fim... criança nenhuma entenderia tamanho absurdo" (M. Ponciano) 
Vamos à luta Brasil. O Futuro é nosso!

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Avesso

"É preciso mais do que isso... Mais do que o normal que assim se apresenta... Tão básico e tão insatisfatório... oratório de repetições que não levam à perfeição... 
Perfeita ação... a primeira vez que vi seu rosto... o agasalho de teus braços... o cintilar mágico dos teus olhos que iluminavam em meia luz, para assim ser mais romântico...
Somos o prazer que não morre no auge... seu clímax está no início que se perpetua, no toque de peles avessas, leves arrepios que no pulsar dos suspiros falam mais... sem proferir nada... mais do que isso é preciso... mais do anormal agir dos diferentes que se descobriam iguais... sem se dar conta se entregam para não devolver-se...
não é necessário devolução quando se encontra o próprio espelho" (M.Ponciano)

Sentir

"Desfazer as malas... ainda não é tempo de ir... Com isso desfaz-se também os planos, as noites de contemplação, os suspiros combinados, os risos sem acaso, desfaz-se a poesia e o frio na barriga da primeira vez que sempre se repete e nunca termina... a vez e o frio... Com as malas desfeitas, a chuva não é romance, é frio, a cama não é espaço, é vastidão, o tempo não é precisão, é castigo... as malas não são de viagem, são de adeus... A Deus, é Deus... Ó Deus, eu compreendo, mas ensina-me a degustar... Sentir é doloroso separado: Sem - Ti" (M. Ponciano)


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Namorados...

"Hoje a reflexão passa pelo vermelho...
Isto, porque é a cor que mais será vista hoje – nos painéis, nas embalagens, nas rosas, nos rostos surpresos dos apaixonados.
Hoje é o dia de reviver a magia e a beleza do Romantismo onde os homenageados são os corajosos que se arriscam nos penhascos e nas vertigens do amor – Saibam que muitos tentarão empurrá-los, mas não temam, quando se tem alguém, a queda é sempre suave...
Ainda é bela a vida a dois. Ela carrega consigo valores cada vez mais esquecidos... companheirismo, lealdade, perdão e reencontro – os abraços regados de saudade são sempre mais intensos.
Sem negar os apelos da carne e respeitando os limites da dor, assim ele é, repleto de antíteses, paradoxos e sentido.
O amor é assim como uma folha cheia de rabiscos e correções, com uma história corajosa, imprevisível, uma aventura inesquecível que se eterniza em cada curva, em cada queda, em cada recomeço." (M. Ponciano)

terça-feira, 11 de junho de 2013

Pouco de ti.

"E o calor que nossos corpos roubaram da noite, eram o contraste para a brisa que assobiava em minha nuca quando meus olhos se encontravam com teu sorriso. O silêncio que ali pairava, era prerrogativa para o segredo de nossos abraços - vastos, castos como o celibato da pureza que não permite aos 'conceitos' tirar o sentido do que é pleno... Nesse mar turvo de idéias e sensações, fica nítido o pensamento que - em constante ir e vir- vai, volta e, pra mim, traz mais um pouco de ti. (M. Ponciano)




Deixa acontecer...

"Deixa acontecer... as melhores coisas nascem do improviso. O inesperado tem o poder quase que exato de surpreender. Alimentar expectativas é plantar sementes de frustração no quintal do tempo. Nós podemos ser heróis: destruidores do espaço que nos separa, alimento para o tempo que nos une, camisa de força que nos amarra sem cordas... Por isso digo hoje o que sinto sem o receio de não sentir mais amanhã... Os dias se reconstroem sem pedir permissão... Que não se intimidem em ser diferentes, desde que não deixem que o tédio transborde, que o medo seja empecilho, que os corações deixem de sentir...
 Que o romantismo renasça, que os espelhos sejam quebrados e que as pessoas voltem a olhar para dentro de si... É lá que mora o que tanto se procura." (M. Ponciano)

sábado, 8 de junho de 2013

Acaso...

"O amor é o reconhecimento no outro do complemento para si. 
Ele não aceita fórmulas... detesta matemática - justamente por não ser exato, filho do acaso.
Foi no acaso que te vi pela primeira vez... e também através dele foi possível o reencontro.
Brincadeira da vida, armadilha do acaso? Quem sabe... 
Só sei do afago que isso causou.
Gosto do teu jeito calmo... da clareza da tua pele... dos teus tantos nomes e das variações que ele permite, sem permissões para imitá-lo. 
Gosto do teu jeito tímido e não entendo a tua rude forma de agir consigo...
Fico bobo com a confusão que me causa as frases curtas que proferes...
Inquieto com a cilada do tempo em nos ligar em tempos inoportunos...
Oportuna possibilidade de mudar o roteiro e de contrariar as manias do tempo e seu destino... Aceitas? 
Saibas que ainda lembro e vejo em você o complemento para mim."
(M.Ponciano) 


quinta-feira, 6 de junho de 2013

Aquela foto.

"Foi o estampido da foto que me despertou...
Lembrei do que alguém um dia disse: se quer presentear bem, dê-lhe o que possui de melhor...
E depois de ir, revirar e vir, tento dar-lhe um pouco do que tenho de melhor: o desenhar dos traços que consigo ler... o traçar dos sentimentos que não li.
Somos como mãos que se apoiam sem conhecer o tato alheio e mesmo assim se confortam sem nenhum medo.
Somos como corações que se confortam, que abrem, um ao outro,  portas e janelas, sem vergonha da bagunça ali instalada...
Somos carnavais de amores sem carne e com alma...
O estampido da foto me despertou...
E agora ela me rouba olhares tímidos...  
Olho sem que perceba, sem que saiba, para que possa olhar mais...
Sem malícia, sem desejo, sempre revejo e agradeço por tal amor."
(M.Ponciano)




segunda-feira, 3 de junho de 2013

Igual x diferente.

"Já pensou como seria o mundo se tudo fosse apenas de um jeito?
Como seriam as músicas se existisse apenas duas notas ou um só ritmo?
Como seriam as roupas se todas fossem feitas com o mesmo tecido e pelo mesmo alfaiate?
Como seriam as noites românticas se a lua fosse solitária... sem estrelas?
Não seria belo o cair do sol sem os pássaros que brincam no céu quase que dando até logo ao astro rei...
Seriam sem graça as interpretações se fossem iguais... se não houvessem os agudos da Whitney, a suavidade da Celine, a criatividade do pop...
Não me agradaria ver o mundo em preto e branco... O oceano perderia a beleza de suas cores escondidas em vidas, não vistas...
Não seriam encantadores os olhos verdes, azuis, nem chamativos seriam os olhos negros...
Deixe morrer a intolerância... morrer o ódio que segrega, sem lei, reprime, oprime, afasta... corações, em nome de orações, que nem são corretas - setas que não indicam o caminho ao Criador... Ele, não queria dor...
Clamores à diversidade, e às diversas cores, cantos e vírgulas...
E que os "pontos finais" de verdades absolutas, absurdas, sejam extintos...
Não seria belo o arco-íris se fosse feito apenas em tons cinzas ou em preto e branco" (M.Ponciano)



domingo, 2 de junho de 2013

Tentativas.

"Não se sabe qual vai ser a próxima vez. Apesar de repetidas, cada vez tem uma sensação de 'novo'. Só consegue ver o fundo do mar quem nele mergulha sem medo, podendo assim conhecer os mistérios, os segredos de suas profundezas (mesmo que haja o risco de não conhecer nada). Perde mais quem fica à superfície e apenas vê a correnteza afluir e se desfazer, sem sentir o toque da água e seus caminhos... desfeitos, refeitos, não feitos... Atrevo-me a arriscar. Os prazeres são feitos de adrenalina. São complexos, reflexos, perplexos instantes de loucura que nos traduzem o que a vida esconde em mim, em nós. Gosto de sentir a vida percorrer-me, como quem tem o domínio dos atalhos e desconhece os avisos dos limites. Pode romper... Entre a lágrima, o abraço e o sorriso existe a coragem... de tentar." (M.Ponciano)


sábado, 1 de junho de 2013

Sorriso...

"É a hora do dia em que paro e deixo que a esperança, ao visitar-me, esboce em mim aquele sorriso tímido, discreto e leve de sentir... O bom da esperança é que ela traz consigo um punhado de sentido... derruba as paredes do ócio, abre os portões enferrujados dos bosques - mágicos lugares escondidos e aprisionados nos contos... conto, reconto, conto quantos sons diferentes a vida ousa inventar... e com tons desprevenidos harmonicamente criar. Essa é a hora que paro e lembro de você... ou será que de você lembro para não parar? O ruir do teto não é o fim, quem sabe seja uma oportunidade para ver a imensidão do céu, outrora encoberto por um telhado tão pequeno... Céu... Tão azul... Tão cruamente belo... tão terno como o sorriso despretensioso que inspirou...-me-" (M. Ponciano)