"Foi o estampido da foto que me despertou...
Lembrei do que alguém um dia disse: se quer presentear bem, dê-lhe o que possui de melhor...
E depois de ir, revirar e vir, tento dar-lhe um pouco do que tenho de melhor: o desenhar dos traços que consigo ler... o traçar dos sentimentos que não li.
Somos como mãos que se apoiam sem conhecer o tato alheio e mesmo assim se confortam sem nenhum medo.
Somos como corações que se confortam, que abrem, um ao outro, portas e janelas, sem vergonha da bagunça ali instalada...
Somos carnavais de amores sem carne e com alma...
O estampido da foto me despertou...
E agora ela me rouba olhares tímidos...
Olho sem que perceba, sem que saiba, para que possa olhar mais...
Sem malícia, sem desejo, sempre revejo e agradeço por tal amor."
(M.Ponciano)
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