"Desfazer as malas... ainda não é tempo de ir... Com isso desfaz-se também os planos, as noites de contemplação, os suspiros combinados, os risos sem acaso, desfaz-se a poesia e o frio na barriga da primeira vez que sempre se repete e nunca termina... a vez e o frio... Com as malas desfeitas, a chuva não é romance, é frio, a cama não é espaço, é vastidão, o tempo não é precisão, é castigo... as malas não são de viagem, são de adeus... A Deus, é Deus... Ó Deus, eu compreendo, mas ensina-me a degustar... Sentir é doloroso separado: Sem - Ti" (M. Ponciano)

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